e...
...na penumbra de um velho sobrado, eles se amontoavam em tentativa de não lembrar que estavam sós. Eu estava só; diferente daqueles demais, verdadeiramente só. Ilhado em meu pseudo-continente, imerso em toda vertigem não condizente com a noite que se expandia e pulsava feito estrela em fase de criação. Se da primeira vez fora pior, assim o dizem, melhora! Se bem lembrar que já não era a primeira, nem mesmo a segunda, tampouco a terceira, mas pelo menos uma décima vez ao longo de meus velhos vinte de três. O sobrado projetava épuras sombrias que deslizavam para o concreto da calçada, e dançavam feito bailaria a se despir em nuances do palco. Pessoas se abarrotavam em celeumas proféticos, satirizando a vida parca e imunda daqueles que se recusam a envelhecer e eu, no breve espetáculo, assistia tudo sob o controle do álcool; e eu, naquele instante, tive vontade de morrer: não pode ser a vida essa coisa.
Marcelo: Coisa assim porque inindetificável, disforme, descolorida! Massa
consistente de um pedaço inútil do vazio: o todo que se molda e não é
fixo. Não possuinte em tamanho: é coisa! No sentido mais coisado da
palavra!
E como elas ainda brigavam, dispostas em linhas paradoxais que se estendiam ao longo de uma trajetória infinita e indescritível; gente assim: de vinte, de trinta, de cinqüenta...segurando altas cédulas e dando brutas gargalhadas, belos pórticos tomados de adornos em toda parte, recheados de sustentos e detalhes. Olha que me nunca fui de não promiscuir; sou concordato quando é a mistura o fato! Mas tal mixórdia, tal atmosfera forçada me fez por muito concluir que nunca for assim. Achava-me como em instante: solitário, rodeado em volta, não de pessoas, mas de oceanos inextrincáveis, de enxertos porosos que tomavam, não a natureza do ser, mas o esvaziavam. Socorro! Eu que amo as multidões produtivas, faço este apelo: o de sermos um para o outro, sem nenhuma pretensão.
Marcelo: Coisa assim porque inindetificável, disforme, descolorida! Massa
consistente de um pedaço inútil do vazio: o todo que se molda e não é
fixo. Não possuinte em tamanho: é coisa! No sentido mais coisado da
palavra!
E como elas ainda brigavam, dispostas em linhas paradoxais que se estendiam ao longo de uma trajetória infinita e indescritível; gente assim: de vinte, de trinta, de cinqüenta...segurando altas cédulas e dando brutas gargalhadas, belos pórticos tomados de adornos em toda parte, recheados de sustentos e detalhes. Olha que me nunca fui de não promiscuir; sou concordato quando é a mistura o fato! Mas tal mixórdia, tal atmosfera forçada me fez por muito concluir que nunca for assim. Achava-me como em instante: solitário, rodeado em volta, não de pessoas, mas de oceanos inextrincáveis, de enxertos porosos que tomavam, não a natureza do ser, mas o esvaziavam. Socorro! Eu que amo as multidões produtivas, faço este apelo: o de sermos um para o outro, sem nenhuma pretensão.